Depois fui tirar cópia da documentação e quando cheguei em casa, vim quietinha pro meu quarto pra ler...
Foram mais de 130 folhas.
Eu estava precisando disso, pois estava aguentando firme até agora e ainda não tinha sentido o "choro doído", com aquela dor que vinha da alma.
No prontuário pude acompanhar o dia-dia do meu pai no hospital, nos dias que eu precisei viajar, e também toda a trajetória e histórico dele com os médicos desde a sua primeira consulta no ano passado.
Isso me fez um bem danado, pois ajudou a compreender que realmente ele estava sofrendo muito no hospital... e a escolha que fizemos realmente foi a mais digna.
Meu pai descansou e tenho certeza que hoje ele está olhando por mim e por minha mãe.
Sinto saudades, mas aceito... é estranho não ouvir mais a voz dele todos os dias.
E não encontrar com ele pela casa...
Sei que é algo que vai demorar passar, talvez nem passe, mas... por enquanto é o que eu estou sentindo.
Não tenho uma vírgula pra falar do Hospital e da equipe que cuidou dele, pois foram excepcionais.
1 comentários:
Ai moça... que difícil... mas que bom que você conseguiu colocar para fora. É muito difícil e nunca vai passar... mas acredite, com certeza o tempo vai amenizar esse sentimento.
Abraço bem apertado Érica!
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