Quem estava no quarto com ele era a minha mãe.
Eu estava em casa, tinha vindo tomar banho, comer algo, e tentar dormir pois eu estava lá direto praticamente sem dormir desde o dia 19.
Pra quem não o conheceu:
Deus o abençoes meu amado pai!
Pai amado,
Quando vc nasceu, todos sorriam, só vc chorava...
Quando vc nasceu, todos sorriam, só vc chorava...
Você viveu de forma, que na data de hoje todos choram,
só você sorri!
só você sorri!
Eu fiquei sabendo da morte dele da maneira mais estranha...
Às 21:30hs, minha mãe me ligou e pediu pra eu ficar descansando pois estava chovendo muito e era perigoso eu pegar estrada para ir para o Hospital (o msm fica numa cidade vizinha) e eu disse que eu iria dormir até à onze e meia e chovendo canivete-aberto ou não, eu estaria no hospital para passar a noite lá (nós 3). Coloquei meu celular pra despertar as 23:30, era tempo de calçar a bota, pentear o cabelo, escovar os dentes e ir. Perguntei dele e ela disse que ele estava estável. Então consegui dormir das 21:30 até as 22:30hs, quando a enfermeira-chefe do hospital me ligou e perguntou se eu poderia ir até o hospital pois meu pai havia piorado, (porém, eu pensei não tem como ele piorar... meu pai entrou em óbito). Minha mãe ligou em seguida chorando e dizendo a msm coisa, pra eu ir, pois meu pai havia piorado.
Detalhe: Minha mãe não chora...
Enquanto eu escovava o dente liguei pra minha mãe umas 5 vezes pra perguntar se meu pai tinha entrado em óbito, pois se tivesse, eu teria que levar as roupas do velório e entrar em contato com a funerária. Mas ninguém atendeu,
Peguei o carro e segui lentamente para o hospital, coloquei em mente que teria que manter a calma e que eu não poderia fazer nada naquele momento para meu pai. No meio do caminho meu celular tocou, e apareceu o número da minha mãe, mas ninguém falava nada quando eu atendi... e eu escutava ao fundo: - Dona Ivone, a senhora tem Plano Funerário? Foi nesse exato momento que eu tive a certeza do óbito do meu pai. A partir daí eu não enxergava mais a estrada de tanta lágrima acredito que foi Deus que me guiou até o hospital. Qdo eu estava no estacionamento, minha mãe me ligou e eu disse que estava estacionando o carro. Entrei e minha mãe estava desolada.
Eu disse que havia ligado pra ela umas 5 ou 6 vezes e ela disse que qdo o óbito foi constatado, retiraram ela do quarto e o celular ficou lá dentro, por isso ela não atendeu.
Liguei pra minha tia (irmã do meu pai) e o marido dela se incumbiu de avisar toda a família. Liguei no meu trabalho, pois era o dia de eu entrar em serviço e avisei também.
Peguei a notificação de óbito com o médico e vim pra casa buscar as roupas para colocarem no meu pai e me dirigi para a Funerária Micelli.
Preenchi todos os formulários, conversei com todos, fiz tudo o que era necessário.
O atendente da funerária nos orientou a não velar o corpo na madrugada pois era perigoso, dá muito andarilho e assaltante de madrugada. Então resolvemos iniciar o velório as 7:00 da manhã e fazer o sepultamento às 16:00hs. Qdo eu e minha mãe chegamos no velório, mesmo com ele fechado, alguns amigos do meu trabalho já estavam lá: Lúcio, Katy, Juliana, Thais... depois também foram Ricardo, Douglas, Alessandra, Joselaine, Agnes, supervisora Vânia e Fabiane. Foram alguns amigos do meu pai e vários familiares.
Eu ainda me sinto muito abalada com tudo, ainda mais tendo que arrumar toda documentação para cuidar as coisas do meu pai...
Enfim... foi isso o que ocorreu.

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